segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Análise Pós-jogo | Flamengo 2x1 Cruzeiro | Não foi sorte


O Flamengo mostrou mais uma vez o motivo de estar brigando pelo título do Brasileirão desse ano. O time que não jogou bem boa parte do jogo, mas que, com peças do banco, conseguiu uma virada espetacular pra cima do Cruzeiro. Alan Patrick veio da reserva pra mudar a história do jogo, que também teve grande participação do Muralha e ajuda especial do atacante cruzeirense Ábila. Se você estiver em nossa página inicial, por favor clique em "leia mais", e veja toda a análise.

Resumo do jogo

Pressionado pela vitória Palmeirense de ontem, o time pareceu entrar meio nervoso. Começou com algumas boas chances, como a finalização do Guerrero pra boa defesa do guarda-redes do Cruzeiro, e também uma finalização de bicicleta. O Cruzeiro, no contra-ataque, chegou algumas vezes perigosamente, como no chute do Arrascaeta pra boa defesa de Alex Muralha.
O tempo acabou com 62% de posse de bola pra equipe carioca, e o triplo de finalizações, o que indicava um Fla ainda mais ofensivo na segunda etapa.

Mas, diferentemente do que imaginamos, vimos um time ineficiente, errando muitos passes e dando cada vez mais contra-golpes pro time mineiro. O Flamengo tentou jogadas por ambas as pontas, mas só saiam bons lances da esquerda, com Jorge. Ainda assim, nenhuma com perigo. O goleiro cruzeirense não fez uma grande defesa em todo o segundo tempo.

Ai veio um dos maiores erros nosso na partida: a saída de Márcio Araújo.
Mesmo não fazendo um grande partida, o volante é importantíssimo no nosso esquema defensivo. Passamos muito sufoco por conta da saída dele, inclusive o gol, aos 30'. No contra-ataque, e em jogada individual, Rafinha passou pelo assustado Réver e pelo Pará, que teve medo de fazer a falta, como tinha cartão. Então bateu bonito e conferiu o gol deles.

O Flamengo parecia entregue. Aumentou a velocidade mas não conseguia criar nada. Aí entrou o camisa 19, Alan Patrick, que mudaria a história do jogo.

Aos 37 minutos, a torcida da raposa ecoava o som de ''olé'' nas arquibancadas de Cariacica, mas numa jogada veloz do Flamengo, Alan serviu Guerrero, que após corta-luz do Diego, finalizou e contou com o desvio do Bruno Rodrigo pra encobrir o goleiro Rafael. Parecia que seria pressão total nossa até o final, mas Ábila perdeu duas chances claras em seguida, numa bela defesa do Muralha, e na outra, numa falha da zaga rubro-negra, onde ele bateu sem goleiro e conseguiu isolar. 

Como diz o ditado popular: ''Quem não faz, leva''. Em uma outra rápida jogada do Flamengo, Diego rolou pro Alan que mandou um bolão pra Mancuello bater com muito estilo e fazer a alegria de 40 milhões de rubro-negros.

De vilão a herói


Zé Ricardo, o profeta. Errou bastante em ter tirado o Márcio Araújo, a defesa ficou completamente descomposta, porém colocou o Alan e Mancu, que participaram muito bem do jogo, principalmente nos 10 minutos finais. Certamente seria muito criticado caso fossemos derrotados, mas ele entende de futebol. Mexeu bem e conseguímos a vitória de número 16 nesse campeonato.

Considerações finais

Faltou vontade, não precisávamos ter tomado todo esse sufoco. Time como o Palmeiras e Atlético-MG são bem mais correria, o Flamengo cadencia bem e dita o ritmo do jogo, porém, fica claro que, se não tomássemos o primeiro gol, a partida terminaria no 0-0. Alan Patrick, Muralha e Ábila nos salvaram hoje e nos colocaram mais vivos do que nunca na disputa pelo título.

O cheiro paira.



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