sábado, 12 de novembro de 2016

O "X" da questão


O cheirinho de hepta nunca esteve tão fraco desde que Zé Ricardo começou a dar um pouco de sua cara ao time do Flamengo. Diferentemente de 2009, perdemos força justamente na reta final e logo na volta do que esperávamos ser nosso grande trunfo: O Maracanã.

Claro que nada está perdido, afinal, nós e o Flamengo já nos provamos mais de uma vez que nada é impossível. Mas se pararmos para analisar, a nossa arrancada no campeonato foi um tanto "estranha". Começamos a pontuar bem. Vitórias magras, formações defensivas, mas faziam a gente sair com três pontos na conta em situações improváveis.

Aos poucos, Zé Ricardo foi implementando um estilo de jogo mais ofensivo e o time além de vencer começou a jogar bem. Por um tempo o melhor futebol do campeonato com muitos jogadores antes descartáveis assumindo algum protagonismo, como Fernandinho e Gabriel que foram responsáveis por pontos importantes em algumas partidas, sem falar das atuações impressionantes que Pará vinha desempenhando, com cruzamentos que Leandro ou Jorginho nenhum colocaria defeito, muito pelo contrário.

Empolgamos e com justiça, vínhamos jogando muita bola! Nossa grande contratação correspondia (e corresponde) tanto na técnica tanto na vontade e as “ovelhas negras” vinham tendo atuações acima de sua capacidade usual. Alguns jogando como nunca jogaram em toda a carreira. Estava estranhamente prazeroso ver Pará, Gabriel, Fernandinho, Everton, Marcelo Cirino decidindo jogos e Rafael Vaz tirando todas e jogando melhor até que o Réver em algumas oportunidades

Alguma hora esses jogadores iriam retomar o seu nível. Rafael Vaz, não é um mal zagueiro, mas de fato não é o monstro que se mostrou em outras partidas. Everton embora limitado tecnicamente não é de todo ruim. Fernandinho é útil para entrar no segundo tempo e encarar lateral cansado, é um jogador que não tem medo de ir para o lance individual e até peca por isso em excesso. Pará estava jogando como nunca jogou em toda a sua carreira. Marcelo Cirino até agora só conseguiu mostrar algo contra clubes pequenos no campeonato carioca e Gabriel está em seu terceiro ano no Flamengo sustentado por metade de uma temporada em 2014.

Exceto Marcelo Cirino, todos esses jogadores foram em algum momento muito importantes em algumas vitórias do Flamengo nesse campeonato brasileiro. O “X” da questão é que em algum momento eles voltariam ao normal, o que seria um problema, mas que provavelmente não afetaria tanto na briga pelo título, exceto se ao mesmo tempo todos voltassem a jogar o seu futebol normal. E advinha! Começaram a brilhar juntos e se apagaram juntos, pelo menos dá para ressaltar a união da equipe. E o pior de tudo é que pelo menos quatro desses jogadores costumam ser titulares. Quase a metade do time. Com metade do time atuando em baixo nível, realmente torna a missão do hepta ainda mais difícil.

O Pará voltou a ser o Pará, Gabriel voltou a ser o Gabriel, Fernandinho o Fernandinho e assim vai. Muitos colocariam Márcio Araújo nesse bolo, mas mesmo com as últimas três más atuações antes da última partida contra o Botafogo, o camisa oito fez um campeonato muito sólido defensivamente, cometendo pouquíssimos erros e sendo o cara de segurança do esquema de Zé Ricardo.

Fernandinho decidiu algumas partidas na temporada. Mas parece que a boa fase e a estrela do ponta estão acabando

E por falar no nosso treinador, que São Judas Tadeu perdoe quem o culpa pelo insucesso na reta final. Pode-se reclamar, mas nunca responsabilizar o cara que nos colocou na posição que hoje estamos e que fez muitos jogadores limitados renderem acima de suas capacidades. A única crítica seria as poucas oportunidades concedidas aos meninos da base. É compreensível. Mesmo vindo de lá, um treinador sem nenhuma bagagem no futebol profissional, colocar repentinamente os meninos no meio de uma fogueira, além de ser arriscado, seria um pouco intragável para os medalhões do elenco, o que impediria que Zé Ricardo fizesse o belo trabalho que está fazendo.

Ainda assim, não apostar em algumas pratas da casa foi um erro, principalmente quando a fase do time começou a melhorar. O caso de Adryan, por exemplo é de fato um mistério. O meia teve o contrato renovado com a diretoria, justamente por conta de elogios do próprio Zé e além disso, treinou de titular em algumas oportunidades, mas na hora do jogo suas chances foram tão poucas que o garoto tem um total de 86 minutos em campo. Somado ao fato de que Adryan poderia atuar em uma das pontas, como fez algumas vezes na França, a sua falta de oportunidades é algo no mínimo estranho. Apesar disso, a tendência é que vejamos em 2017 a base em campo com maior frequência. 

No mais, nos resta acreditar! Afinal, nosso padroeiro não é o santo das causas impossíveis ou improváveis? Então, essa é a melhor hora para pedirmos a sua intervenção!


Saudações Rubro Negras!

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