segunda-feira, 6 de março de 2017

Análise Pós Jogo | Flamengo 3(2)x(4)3 Fluminense | O primeiro teste


O fim da tarde desse 5 de março é o primeiro em que o Flamenguista sente um aperto no coração no ano. Foi a primeira "derrota" do time, justamente contra o clube mais forte que enfrentou até então, na final da Taça Guanabara. Por mais que o jogo não seja de grande importância, ser superado por um rival nunca é um bom negócio, ainda mais às vésperas do jogo mais esperado do ano: a estreia na Taça Libertadores. 


A equipe rubro-negra começou a partida bem assustada, e logo com 4 minutos tomou o primeiro gol, em contra-ataque mortal após falha de Trauco. O time se ajeitou rapidamente e conseguiu o empate aos pés de Willian Arão. A virada veio com gol do Éverton com grande participação do Guerrero na jogada. o Flu empatou com Henrique Dourado cobrando pênalti, e virou logo em seguida com gol do Lucas em outra falha defensiva do Flamengo. O empate veio no fim da segunda etapa com um golaço do Guerrero cobrando falta.

Com o importantíssimo jogo de quarta, a equipe do Flamengo estava num ritmo lento pra esse jogo, porém, alguns pontos negativos devem ser lembrados após essa partida: atuação catastrófica defensivamente, tanto dos volantes, dos laterais e dos zagueiros. Além do  de pênalti, os gols foram todos em bola nas costas dos jogadores do Flamengo. Vale lembrar o escorregão do Pará no primeiro tento tricolor, que facilitou ainda mais a vida de Wellington Silva. A demora na recomposição defensiva também foi um fator que chamou muita atenção dos mais antenados. O Fluminense jogou na base do contra-golpe, tendo feito 2 gols dessa forma, e isso se deve, principalmente a lentidão da volta da equipe de defesa.

Ofensivamente, notamos uma incrível dificuldade de saída de bola e criação de jogadas, principalmente no segundo tempo, onde o primeiro chute a gol só veio após os 30 minutos da etapa. Isso se reflete na forma que saíram os gols do Flamengo (2 através de bola parada). Muitos passes errados e muitas jogadas desperdiçadas no ataque


No geral,  a equipe se poupou um pouco para a grande partida de quarta. Os jogadores não corriam tanto, não disputavam a bola como um jogador do Flamengo deve fazer, e fizeram um segundo tempo "morto", entregues à tática tricolor, que era apenas de acalmar o jogo, se fechando, não deixando o Mengo atacar e tentando matar a partida em contra-ataques, ainda contando com os gandulas tricolores escondendo as bolas.

Ainda assim, o panorama da partida mudou após a entrada de Orlando Berrío. Ele já ganharia na corrida dos seus rivais em condições normais, mas ele estava bem descansado, então, deitava e rolava na defesa tricolor. Construiu algumas jogadas que resultaram nos primeiros lances de perigo do Flamengo no segundo tempo. Foi um grande ponto positivo na partida, apesar de ter perdido um gol que seria muito importante já nos acréscimos da partida.

O gol de empate veio de fato numa falta na entrada da área que o Pará sofreu. Paolo Guerrero bateu com muita categoria, levando os jogo para os pênaltis.


Nas penalidades, ganhou quem teve mais tranquilidade. Não podemos criticar o Zé Ricardo pela escolha dos batedores, pois provavelmente eles eram os melhores no treino. Faltou frieza e categoria para Réver e Rafael Vaz, o que sobrou para os jogadores do Fluminense, que não tiveram dificuldade pra vencer o assustado Alex Muralha em todas as cobranças. Ele que mostrou ter uma certa deficiência em cobranças de pênalti. Desde que chegou ao Flamengo, foram cerca de 8 penalidades contra o Muralha, apenas uma foi defendida.

Em resumo, foi a pior partida do Flamengo defensivamente sob o comando de Zé Ricardo. Se isso tem alguma ligação com a estreia da Libertadores, não podemos saber, mas isso não deve se repetir, e deve se usar como lição para as próximas partidas. Tivemos a sorte desses erros acontecerem nesse jogo sem tanta importância. Quarta-feira tem o jogo que o flamenguista espera há meses, eles não podem e não vão nos decepcionar!

SRN





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