domingo, 9 de abril de 2017

Bola de Neve



No futebol as coisas mudam muito rápido. Um resultado negativo, um jogo ruim. Um detalhe pode mudar a temporada ou um jogo de uma equipe que vinha nos trilhos certos. É como uma bola de neve. Se demorarem a desmanchá-la, o estrago causado por ela pode ser devastador. Principalmente, quando uma Libertadores está perto da montanha.

Até o jogo contra a Universidad Católica, o Flamengo vinha muito bem. Mesmo com a derrota no Chile, os comandados de Zé Ricardo jogaram bem. Desde então, nos testes pra valer a equipe teve muitas dificuldades. Três empates em três clássicos. Dois contra um inferior do Vasco, e outro, diante dos reservas do Fluminense. Mais do que o resultado em si, o Flamengo mostrou muito pouco em todos esses jogos. Muito abaixo do que se esperava e muito abaixo até do que já mostrou em 2017.

Como foi dito, a bola de neve está crescendo. O Maracanã está em sua trajetória. Uma derrota contra o Atlético Paranaense na quarta seria uma catástrofe quase irreparável. Por sorte e privilégio de possuir uma das torcidas mais apaixonadas do mundo, a tal bola de neve pode derreter com os gritos e o calor da massa, antes mesmo de entrar no Maraca.


Isso aqui é Flamengo


Se repetida a atmosfera da partida contra o San Lorenzo, uma coisa é quase certa: O adversário vai ter que fazer mais do que o jogo da vida e correr muito para arrancar pontos da gente. Não importa a escalação escolhida por Zé Ricardo. Não importa a força do adversário. Não importa a atuação do árbitro. Bastará a camisa do Flamengo para sairmos vitoriosos, como um dia escreveu Nelson Rodrigues.






É o que nos torna diferente. O poder de dar forças ao time quando o pior está por vir. De estender a mão e evitar que o time caia no buraco na pior das situações, com as piores equipes. O calor que derrete bolas de neve, antes que elas destruam tudo.


Basta lembrar a essência do que é ser Flamengo, que estava um pouco esquecida. Essa magia e vibração que faz times fracos escaparem do inevitável rebaixamento ou superar adversários com elencos mais fortes na briga por títulos e posições. Fazer o que fazemos de melhor: Ser a grande força do Flamengo. Como fomos em 2001, 2005, 2007, 2009, nos anos 60, 70, 80, 90, em toda história, na partida contra o Cruzeiro e em toda Copa do Brasil de 2013 e que estava sumida desde então. Mas ela apareceu com toda a força no jogo contra o time do Papa.


Nós somos o Flamengo. Se jogarmos com fé e empolgação, chegaremos lá! E vamos superar o “trauma” da Libertadores.

SRN

Nenhum comentário:

Postar um comentário