sábado, 15 de abril de 2017

E agora Zé?: Quem deve substituir Diego?


Na quarta-feira (12), o Flamengo venceu o Atlético-PR por 2x1 em partida válida pela Copa Libertadores, com gols de Guerrero e Diego. A vitória levou o Flamengo de volta à liderança do grupo 4, com 6 pontos, e aliviou um certo clima de crise que começava a se formar no Ninho do Urubu, devido ao desempenho ruim nos últimos jogos. Se você estiver em nossa página principal, por favor, clique em "Leia Mais" ou no título do texto, e confira toda a análise.

Porém, a torcida rubro negra saiu bastante preocupada com o principal jogador da equipe. Num lance de azar, Diego se lesionou, e deve passar um período de 4 a 6 semanas longe dos gramados. Confira abaixo o lance da lesão de Diego:
A lesão de Diego é um problema enorme que Zé Ricardo terá que contornar. O time perde em qualidade, tática e liderança. Ele atravessa fase fantástica, disputou 12 jogos em 2017, fez 6 gols e deu 4 assistências, além de ter sido convocado para a Seleção Brasileira. O "bom" para Zé Ricardo é que ele tem bastante tempo para treinar a variação tática e quem vai entrar no lugar do meia, Veja as possibilidades:

Matheus Sávio:
Jovem que vem da base, M. Sávio parece ser o favorito de Zé Ricardo para assumir a posição de meia armador quando Diego não pode jogar. Ele tem bastante técnica, mas até agora não conseguiu render tão bem quanto rendia no sub-20.


Como encaixar o time com M. Sávio?
- 4-2-3-1: Pode encaixar como o meia central, mas com a ajuda de outro ponta construtor, que pode ser Trauco ou o Ederson (está previsto sua volta na partida contra o Botafogo).
Com dois pontas mais "corredores", essa sobrecarga na função de criação pode ser prejudicial ao desempenho dele, a não ser que o Flamengo mude de postura, e passe a jogar no contra ataque.
O ponto negativo da escolha do M. Sávio é que ele ainda não encontrou seu ritmo no time profissional, parece um tanto afoito nas escolhas das decisões com a bola.

Lucas Paquetá:
Outro jovem da base, Lucas Paquetá vem rendendo bem nesse início de temporada. Com menos velocidade, mas com uma visão de jogo excepcional, Lucas pode dar uma dinâmica diferente do que os outros meias podem oferecer.

Como encaixar o time com L. Paquetá?
- 4-2-3-1: Com Paquetá nessa função, seria mais interessante ter dois jogadores mais rápidos para serem lançados em velocidade por ele.
Podemos também encaixá-lo com outro ponta-armador, com um apoio maior dos laterais:
A desvantagem de usar o Paquetá mais a frente é que ele tem muita dificuldade pra jogar de costas pro gol. Além limitar o uso da sua principal característica e ponto forte: O passe vertical. Paquetá é mais um "8" do que um "10".

Miguel Trauco:
Melhor contratação do Flamengo até agora, o peruano Miguel Trauco foi muito bem na partida de 4ªa feira, jogando no meio de campo. Ele começou como profissional nessa posição, e estava jogando assim no Universitário quando foi contratado. Por ter boa visão de jogo e passes de alta precisão, pode encaixar bem, se acompanhado de um outro meia.


Como encaixar o time com Trauco?
- 4-2-3-1: Jogando aberto pela esquerda, com liberdade para cair pelo centro do campo.
A principal desvantagem de usar o Trauco no meio de campo é a perda da dinâmica, ele é um jogador meio lento.

Mancuello:
Contratado no ano passado, ele começou muito bem nesse ano, com gols e assistências, porém, depois o seu nível de atuação caiu veementemente. Ele precisaria do apoio de um meia adicional, alguém para dividir a função de armar o time.


Como encaixar o time com Mancuello?
4-2-3-1, com Trauco participando bastante da armação.
A desvantagem sobre usar o Mancuello nessa função é que ele funciona muito melhor sendo acionado ocupando diferentes espaços no campo, do que tendo que acionar os companheiros (Explicamos melhor a função do Mancuello em um outro texto, clique aqui e confira o post.). Além disso, após alguns problemas físicos nesse início de temporada, o nível de atuação dele caiu bastante.

Ederson:
O camisa 10 do Flamengo, está a 9 meses sem jogar, devido à lesão sentida na partida contra o Corinthians, ainda no 1º turno do Brasileirão no ano passado. Ele deve estar apto para o jogo contra o Botafogo. Ederson é um jogador de técnica excepcional, chuta e passa muito bem, porém, não é um meia armador, sim um "ponta de lança".

Como encaixar o time com Ederson?
Você já viu ali em cima alguns esquemas com o Ederson como ponta construtor pela direita. Aqui vamos exemplificar um esquema com ele pelo centro do gramado:
- 4-2-3-1: Seria ideal a composição do meio de campo com outro jogador de maior característica de armação e visão de jogo, como Paquetá ou Trauco.
A desvantagem de por o Ederson como o substituto do Diego, na mesma função dele, é a grande diferença de características. O Ederson conduz mais a bola, não tem tanta característica de armador. Além disso, tem a óbvia falta de ritmo de jogo, são mais de 9 meses afastado dos gramados.

Conca:
Contratado lesionado, Conca deve voltar a jogar em maio, período onde nós já esperamos ter o Diego de volta. Mas, se Diego ainda não estiver apto (Que Zico nos proteja dessa possibilidade), ou se ele se recuperar mais rápido do que o esperado, ele pode ser o substituto mais ideal para a função que o Diego faz.

Como encaixar Conca no time?
- 4-2-3-1: Conca é quem tem capacidade técnica e características mais parecidas com o Diego. As alterações no esquemas seriam mínimas, e seria mais cômodo pra ele jogar com dois "corredores" nas pontas:
As desvantagens principais sobre o Conca são físicas. Ninguém sabe se ele terá capacidade para usar toda a técnica que ele tem, além de uma possível redução na mobilidade. Também tem a falta do ritmo de jogo, ele já vinha jogando num campeonato de menor qualidade técnica, e está há muito tempo inativo.

Esquema 4-3-3:
Os esquemas acima, foram preservando a atual estrutura do sistema de jogo. Porém, jogando com 3 meio campistas, e deixando um espaço maior para a movimentação de Guerrero e dos dois pontas pode ser a melhor opção. Explicando o porquê:

A Formação:
Seria um híbrido entre 4-3-3 e 4-1-4-1. É um jeito de controlar a bola e o ímpeto do Atlético-PR, que joga muito ofensivamente empurrado pela sua torcida na Arena da baixada. A escolha do Paquetá se dá por dois fatores: O fato de ter jogado nessa função por muito tempo na base, com o próprio Zé Ricardo, e pelo passe vertical que ele possui. Ao compor o meio de campo com dois meio-campistas, além de reforçar a marcação, tentamos simular a incrível movimentação do Diego. Olhem esse mapa de calor do Diego na partida contra o Vasco:
Só com 2 jogadores pra simular tamanha participação no jogo. (Dados: Footstats)
Além disso, com 3 meio-campistas o controle de jogo é mais fácil. O time tem jogadores mais espalhados na saída de bola, o que diminui o número de chutões, e com uma movimentação em bloco bem arquitetada, a equipe sempre terá superioridade numérica em relação ao adversário.
O número de lançamentos cai bastante. (Dados: Footstats)
Com maior liberdade, os laterais ficam mais livres pra chegar a linha de fundo. Trauco e Pará são bons nos cruzamentos. (Dados: Footstats)
A movimentação flutuante, e a falta de um "meia referência" para a marcação adversária facilita a criação de chances de gol. (Dados: Footstats)
Enfim, a lesão do Diego foi um grande baque, mas pode ser contornada. Antes da chegada dele no ano passado, também estávamos jogando bem, brigando por G4 e a 5 pontos do líder do Brasileirão na época. Lógico que a chegada dele elevou o patamar da equipe, mas sem ele não somos tão fracos quanto pensamos.
Tabela do Brasileirão-2016 na 20ª rodada.
Temos um técnico capaz, um elenco com profundidade e um certo tempo para treinar e ensaiar quem for entrar. Estamos em um momento crucial, fase final do Carioca e da classificação nos grupos pra libertadores. Nos resta esperar, e torcer para que quem seja escolhido entre e renda o máximo que pode. O próximo jogo, contra o Botafogo, será um bom teste.

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