segunda-feira, 22 de maio de 2017

A alegria de ser Rubro-Negro


Sentir a adrenalina de subir as rampas do Maracanã ou sentar num bar repleto de rubro-negros, a ansiedade e nervosismo aguardando cada segundo para a bola rolar, enquanto cada um opina um pouco sobre a escalação xingando o Zé Ricardo e elenco... "Porra, Zé, escalar o Gabriel?? Até eu jogo melhor que ele, por favor né!!!" mas claro, são xingamentos no puro amor (nem sempre mas segue o jogo).

Utilizar aquela camisa ou bermuda da sorte, não assistir o jogo sentado ou sentar em determinada posição, rezar o "Pai Nosso", orar pra São Judas Tadeu, ficar sempre na mesma pilastra no Maracanã ou assistir todos os jogos no mesmo lugar, seja em casa, num bar etc., tweetar "Hoje tem Flamengo" ou algo relacionado, cantar o hino, entre outros. Milhões de superstições, costumes e afins por jogo para que tudo ocorra bem. Deus "me dibre" esquecer de fazer algo porque se perdemos, definitivamente, a culpa será de não ter realizado algo do ritual pré-jogo.

É um misto de sentimentos bons e ruins. A cada bola na área adversaria bate a ansiedade, a gente se escora na pessoa que está na frente e fica na pontinha do pé ou em cima da cadeira, fica que nem uma louca fazendo sinais ou gritando o que jogador deve fazer, como se fosse escutar, com aquele grito de gol entalado na garganta. Em contrapartida, a cada bola em nossa área, é um misto de desespero, preces, xingamentos, torcendo para que aqueles fdps isolem a bola pra bem longe, junto com alguns ataques do coração. Tudo em questão de segundos.

Alias os segundos. Tempo necessário para nos dar a mais pura felicidade ou a mais profunda tristeza. Tudo pode mudar em questões de segundos, tempo suficiente pra rolar aquele gol do empate, da virada ou da derrota. E aquele golzinho no final dos acréscimos? É pra maltratar completamente, pisar no teu coração com aquele salto 15 cm. Se for a favor do teu time, é afago após 90 minutos, mas se for contra... é difícil descrever a sensação de ser eliminado, perder a partida ou um titulo por conta de um gol no final dos acréscimos.

Futebol mexe com a nossa vida de uma forma indescritível. Como pode um esporte ter tanto poder de mudar nosso humor no cotidiano? De decretar se será uma semana boa ou ruim? De te fazer sentir a mais foda das alegrias ou a pior das frustrações? E tem quem diga que não seja saudável permitir que um time de futebol mexa tanto com nossa vida. Mas sinceramente? Não é um time de futebol, é nossa maior paixão. É o mais eterno dos amores, aquele que aumenta com o passar dos dias, que não pensamos em trair nem por um segundo, é o nosso primeiro e derradeiro casamento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e nem a morte separa. Nascemos, vivemos e morremos Flamengo.

Esse amor pelo Flamengo é o sentimento mais verdadeiro que já senti em toda minha vida. E já se tornou clichê toda vez que falo sobre, citar que é a coisa mais pura, bonita e sincera que sinto e já senti em 20 anos de vida. E duvido que exista algo que seja tão arrebatador quanto esse sentimento. É o brilho nos olhos quando entro no Maracanã e olho o gramado esperando o jogo começar, a ansiedade de estar junto com meus amigos para assistirmos os jogos, os abraços e comemorações nos gols, a alegria que transborda nas vitorias.

E apesar de ter seu lado negativo nas derrotas, ser a coisa que mais me machuca, me mata e me maltrata, no final, sempre vale a pena por todas as coisas que já presenciei, experiências únicas e indescritíveis, tantas amizades provenientes do Flamengo que pretendo carregar comigo pro resto da vida. Tantas coisas boas que esse clube já fez por mim que serei eternamente grata por esse sentimento ter nascido comigo e por ter o privilegio de amar e acompanhar o clube do meu coração.

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