domingo, 11 de junho de 2017

Rhodolfo: Um novo xerife

Sétimo reforço do Flamengo para a temporada, o zagueiro Rhodolfo chega ao Flamengo após 2 anos jogando no Besiktas, da Turquia. O zagueiro de 30 anos chega com a perspectiva de ser o titular da zaga rubro-negra, ao lado de Réver, deixando o contestado Rafael Vaz no banco. Se você estiver em nossa página inicial, por favor, clique no título do texto, ou em "Leia Mais" e confira toda a análise.

Nascido em Bandeirantes – PR, o zagueiro Rhodolfo começou nas categorias de base do União Bandeirante, clube da cidade. Sendo destaque jogando pelo União, chamou a atenção do Atlético Paranaense, clube para onde se transferiu em 2000, quando ainda tinha apenas 14 anos. Na categoria de base do Furacão, Rhodolfo foi multi-campeão, sempre sendo destaque por sua solidez defensiva. Em 2006, foi integrado ao time profissional, e rapidamente conseguiu a vaga de titular da zaga.
Rhodolfo jogando pelo Atlético Paranaense.
Após 4 anos jogando pelo Atlético-PR, sempre sendo considerado um dos melhores da posição, Rhodolfo foi vendido ao São Paulo, em 2011. No São Paulo, demonstrou muita personalidade, alcançou o status de titular absoluto, sendo o principal zagueiro da equipe e um dos destaques do São Paulo na temporada. Durante o meio da temporada de 2011, Rhodolfo chegou a receber uma proposta da Juventus de Turim, que foi recusada pelo próprio jogador, logo após isso caiu de rendimento. No ano de 2012, sua segunda temporada pelo clube paulista, começou marcando vários gols pelo Paulistão e ao fim do campeonato recebeu o prêmio de melhor zagueiro da competição. A Juventus voltou a manifestar interesse pelo zagueiro, mas sua venda foi vetada pelo Vice-Presidente de futebol do São Paulo, devido à sua importância para a equipe.
Rhodolfo jogando pelo São Paulo.
Com a chegada do zagueiro Lúcio ao São Paulo em 2013, Rhodolfo perdeu espaço no time titular, então foi emprestado ao Grêmio. Ele se firmou como um dos destaques da equipe naquele Brasileirão sendo um dos melhores zagueiros do campeonato. Em 2014, com a chegada de Pedro Geromel ao Grêmio, as atuações de Rhodolfo melhoraram. Além de ser um dos melhores defensores do Campeonato Gaúcho, Rhodolfo se destacou na Libertadores e no campeonato Brasileiro. A dupla Rhodolfo e Geromel se firmou como uma das melhores do país.
Rhodolfo jogando pelo Grêmio.
No dia 18/07/2015, o zagueiro despediu-se da equipe do Grêmio em uma partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, onde a equipe gaúcha foi derrotada pelo Flamengo pelo placar de 1x0 no Estádio do Maracanã (Estreia do Guerrero no Maracanã). O jogador foi contratado pelo Besiktas pelo valor estimado de R$ 10 milhões (3 milhões de euros). Na sua primeira temporada do Besiktas, Rhodolfo era um dos destaques do time, sendo titular em todos os jogos, até sofrer uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, em fevereiro de 2016.
Após a ruptura, Rhodolfo só voltou a jogar em agosto. Perdeu o status de titular, e voltou a se machucar em novembro de 2016. Na temporada 2016/2017, só foi relacionado para as partidas 22 vezes, e só entrou em campo 10 vezes, sendo 8 como titular.
Rhodolfo saindo amparado, após a grave lesão.
Posicionamento em Campo:
Rhodolfo é um zagueiro completo, e dá uma forte opção ao Flamengo: Jogar com 3 zagueiros, como Chelsea e Juventus fazem. Em entrevista à André Rocha (UOL), que você pode conferir clicando aqui, Zé Ricardo admitiu ser fã da maneira de controle de jogo da Juventus, tanto por posse de bola quanto por ocupação de espaços. Muito desse controle, provém do esquema de 3 zagueiros, usado por Massimiliano Allegri, como Bonucci, Barzagli (Benatia) e Chiellini.
Em 2013, quando Rhodolfo chegou ao Grêmio, Renato Gaúcho o usou como líbero de um sistema de 3 zagueiros, complementado por Werley e Bressan. Se com esses dois zagueiros horrorosos o sistema funcionou, podemos imaginar algo parecido com Vaz (Donatti) e Rever. Veja um modelo de escalação do Flamengo, usando 3 zagueiros.
Rodinei é um ala melhor que Pará.
Ele também forma uma dupla de elevado nível técnico com Rever, comparável a dupla composta com Geromel. Veja um modelo de escalação do Flamengo usando o 4-2-3-1:
Também podemos imaginar o Flamengo num 4-1-4-1:
Pontos fortes:
- Cabeceio:
Rhodolfo além de ser um atleta alto, tem 1,93m, tem bom posicionamento e impulsão, sendo uma arma muito forte em jogadas aéreas, defensivas e ofensivas.
- Velocidade de Recuperação:
Rhodolfo tem uma explosão impressionante. A reação dele ao movimento do adversário, apoiada pela grande envergadura que ele tem, permite recuperações e bloqueios de chute impressionante.
- Coberturas:
Justamente por ter uma boa explosão, aliada a uma boa leitura de jogo, ele faz coberturas muito bem, matando as jogadas de ataque adversárias.
- Lançamentos:
Esse é um fundamento bem trabalhado de Rhodolfo, os lançamentos em profundidade, pode ser muito útil, usando Guerrero como pivô para ajeitar a bola para os pontas ou meio campistas.
- Desarmes:
Fundamento muito bem trabalhado, tanto para desarme de jogadores mais rápidos quanto para desarmar jogadores mais fortes.
- Antecipação:
Outro bom fundamento, as antecipações dele ao atacante adversário, cortando a bola antes do domínio.
Pontos Fracos:
Por vir de uma lesão séria em 2016, Rhodolfo jogou muito pouco nessa temporada, especialmente nesse ano. Essa falta de ritmo pode atrapalhar demais sua readaptação ao Brasil, e principalmente ao volume de jogo que apresentava antes da lesão.

Rhodolfo foi uma boa negociação da diretoria do Flamengo. Traz um jogador que agrega muita qualidade, liderança, além de ser uma arma importante no jogo aéreo, no qual a equipe vem sofrendo um pouco. Com a chegada dele, Everton Ribeiro, Geuvânio, o Flamengo encorpa um elenco que já é bom, mas que precisava de mais peças para se tornar uma equipe dominante, e tentar corrigir o péssimo início no Campeonato Brasileiro. É óbvio que nos primeiros jogos, a falta de um ritmo, e até mesmo confiança após o tempo longe dos gramados de uma maneira mais regular, vai prejudicar suas exibições. O fato do Flamengo possuir um centro de excelência, pode acelerar bastante esse processo, vide Ederson, que voltou num ritmo muito bom após mais de 9 meses parado.


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