sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Experiência de Torcedor #2: "Semifinal da Copa do Brasil 2017"

Um dia após um dos melhores dias da minha vida. Maquiagem mal tirada, cabelo sem pentear e preso pra disfarçar, mesmo casaco utilizado ontem, definitivamente uma ressaca pós-jogo.

Ainda não absorvi tudo que aconteceu desde o momento que fui pra Gávea na terça-feira. Eu vivi essa semifinal como nunca havia feito com nada em todo minha vida. Passar a madrugada com aqueles torcedores que, apesar de nunca ter visto antes, foram capazes de diminuir minha ansiedade, distrair minha cabeça e arrancar muitas gargalhadas.

(Foto: arquivo pessoal)
Amanhecer no dia do clássico na sede do clube, contemplando cada espaço revestido de rubro-negro, o escudo que o segurança fez questão de acender a iluminação especialmente para iluminar nosso fim de noite, o clima gostoso com o ventinho da Lagoa e aquele sentimento de gratidão por poder viver de Flamengo.

A quarta-feira foi regada, do começo ao fim, das melhores companhias possíveis. Com o passar das horas, a ansiedade só fazia aumentar. Pegar o metrô, descer na estação e admirar o Maracanã com as cores que mais combinam com ele, admirar a alegria de cada um descendo a rampa, em volta do estádio. Indo em direção ao famoso Chico's. Ali, meu irmão, é definitivamente o melhor pré-jogo possível.

Dos sinalizadores aos cânticos, as barganhas para comprar cerveja mais barata, o famoso churrasquinho de gato, a confraternização gostosa com gente que você nunca viu na vida mas compartilha o mesmo sentimento que faz parecer que são conhecidos de longa data. Tudo lindo, um mar de vermelho e preto toma conta daquele lugar. Uma vibração inexplicável.

O coração já começa a apertar no caminho que nos leva ao estádio que carrega tantas glórias, na esperança e torcida para que seja escrito mais um lindo capítulo na história. Entrar no Maracanã e subir aquelas (infinitas) rampas que nos levam ao melhor lugar do mundo. Aquela arquibancada, que contradiz qualquer lei da física pois nos faz sentir na pele que dois corpos podem sim ocupar o mesmo espaço, a mesma cadeira do setor norte.

(Foto: arquivo pessoal)
Falem o que quiser, não há sensação melhor que estar no meio dessa torcida apaixonada. Milhares de torcedores cantando em uma só voz, empurrando o time, xingando o juiz, compartilhando da mesma emoção. Não esquecendo da loucura de comemorar aquele gol. Chuva de cerveja, abraço em desconhecidos que, ali, se tornam quase irmãos, um verdadeiro mar de amor.

Toda a entrega foi recompensada com aquele gol da vitória, com a classificação para a final. Um dia, que para mim, foi histórico e estará sempre em minhas mais belas lembranças. Como sempre digo, sou privilegiada por ter a oportunidade de viver de perto essa torcida, os jogos e torço para que todos os rubro-negros espalhados pelo mundo possam ter a oportunidade de sentir de pertinho essa emoção.

Do início ao fim, desde à noite na Gávea até a volta pra casa no metrô, um período de quase 30 horas destinado totalmente ao amor da minha vida. Não há nada garantido, temos dois jogos pela frente, mas o grito de campeão está entalado em minha garganta. Quero estar no Maracanã e arranjar um jeito de ir ao Mineirão. Que venham as finais! E, reafirmo, nada se compara! Tudo por você, Flamengo, diariamente confirmando que é a melhor coisa da minha vida!

*Texto escrito dia 24/08, um dia após o segundo jogo da semifinal entre Flamengo e Botafogo pela Copa do Brasil 2017 no Maracanã. 

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