sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Poder de reação


O Flamengo encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro de 2017 dando mais uma demonstração de qual foi o seu maior aprendizado nesses primeiros meses sob o comando de Reinaldo Rueda: A capacidade de reagir a situações adversas. Mais uma vez o time saiu atrás do placar. E mais uma vez conseguiu virar. O jogo válido pela trigésima oitava rodada do Brasileirão foi o terceiro em pouco mais de um mês em que o Rubro negro, após sair perdendo, conseguiu um resultado favorável. 

No dia primeiro de novembro, em jogo válido pela volta das quartas de finais da Sul-Americana, o Flamengo enfrentou o Fluminense. Com a vitória por 0x1 na ida o time do técnico Rueda jogava por um empate. Porém, logo aos três minutos saiu perdendo com um gol do lateral Lucas. Um gol logo cedo sempre é motivo para abatimento e para desestabilizar uma equipe. Entretanto, Diego, apenas sete minutos depois, empatou em bonita cobrança de falta. Mas num espaço de 14 minutos, entre os 41 do primeiro tempo e os 10 do segundo, Renato Chaves marcou duas vezes de cabeça para colocar o Flamengo em situação complicadíssima. O Flamengo quando treinado por Zé Ricardo se abalava em situações como essa e não conseguia reagir (além de não conseguir segurar a vitória, sofrendo o empate com frequência), mas com Reinaldo Rueda o time demonstra muito mais concentração para buscar reverter a desvantagem. E foi o que aconteceu: Com Vizeu diminuindo aos 23 minutos após passe magistral de Everton Ribeiro e Arão empatando com o relógio já marcando 37 minutos. Buscar o empate após estar perdendo por dois gols de diferença é um feito que demonstra muita superação e psicológico forte.


Passando pelo Fluminense, o Flamengo pegou o Junior Barranquilla na semifinal. E o primeiro jogo da semi colocou a prova todo o emocional do time rubro negro. Após um começo não muito bom de jogo, o time perdeu Diego Alves, que vinha demonstrando uma grande liderança sob a equipe sempre incentivando os companheiros após a levarem um gol, o goleiro estava se tornando um capitão sem faixa. Perder um dos líderes da equipe é um baque tremendo. E para piorar ainda mais a situação o contestado e inseguro Muralha foi quem o substituiu. E como um efeito instantâneo toda a confiança do time ruiu e, poucos segundos após entrar, o goleiro falhou e permitiu o Junior abrir o placar. Porém, o time se estabilizou com o passar dos minutos, cresceu na partida e conseguiu a virada com gols do experiente Juan e do jovem Vizeu, o tento do centro avante por sinal foi um golaço. 

E no último domingo, precisando vencer para garantir vaga direta na fase de grupos da Libertadores o Flamengo não apresentou um grande futebol, deixando o vitória criar muitas chances, levando bastante perigo ao gol de César. Numa delas, com falha de Rafael Vaz, o ex-Flamengo, Carlos Eduardo recebeu livre dentro da área e abriu o placar para o time baiano. Na volta do segundo tempo o time continuou mal, até a entrada do garoto Vinicius Júnior que fez a jogada que originou o gol de empate marcado ironicamente, por Rafael Vaz, e que sofreu a falta que resultou no toque de mão de Uillian Correia. Diego cobrou o pênalti decretou a vitória do rubro negro carioca, garantindo a equipe na fase de grupos da Libertadores do ano que vem.

Agora é esperar e torcer que a equipe de Reinaldo Rueda mostre todo o seu poder de reação e superação no segundo jogo da final da Sul-Americana, no Maracanã, após perder o jogo de ida na Argentina por 2x1, para que torne o ano do time menos decepcionante. Se ainda é irregular tecnicamente o Flamengo mostra estar mais forte mentalmente.

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