quinta-feira, 26 de abril de 2018

E nem adianta falar da arbitragem | Santa Fe 0x0 Flamengo



O lance no final do jogo foi ridículo? Foi. Podíamos ter saído com a vitória? Podíamos. Mas é bom lembrar duas coisas: a primeira que em nenhum, repito, NENHUM momento da partida fizemos por merecer a vitória. Segundo que para nossa imensa sorte o árbitro e seus assistentes foram suficientemente incompetentes de não marcarem pênalti após Dourado descaradamente colocar a mão na bola dentro da área. Mal soube disfarçar.

O Flamengo foi completamente estéril de idéias ou conceitos, não sabia como fazer a saída de bola mesmo com a equipe do Santa Fe não fazendo pressão tão forte assim. Não havia aproximação e era possível perceber um buraco de espaçamento entre cada jogador, todos distantes de todos e com o time dependendo de jogadas individuais para avançar no campo, pois não tínhamos nem o esboço de uma jogada coletiva. Parecia um time dos anos 80, e isso não é um elogio...

Nenhum dos jogadores teve atuação digna de destaque, Vinícius e Cuellar decepcionaram, Diego continua na mesma draga, parece que a lesão em abril do ano passado o fez desaprender a jogar bola, Dourado se não faz gol não faz nada que presta (e lembremos, quase deu a possibilidade de sairmos da Colômbia derrotados) e tem Arão.

Arão é a maior incógnita nesse time titular do Flamengo: não marca bem (pelo contrário, desiste claramente de ir na maioria das divididas), não passa bem, não se movimenta bem e não engata uma sequência mínima de boas atuações desde a metade de 2016. E mesmo assim vem sendo titular em todas as partidas comandadas por Barbieri até aqui.

Barbieri que é outra incógnita: teve tempo para treinar o time e o conseguiu piorar, pretere Éverton Ribeiro e Jean Lucas para ter Arão, seu homem de confiança (pra ser técnico do Flamengo o pré-requisito é ter jogador fraco como protegido?), e ainda faz substituições completamente sem sentido - e demoradas. Nem mais o bom e velho chuveirinho rubro-negro funciona mais.

Mas ainda assim, poderíamos ter saído com a vitória. Mesmo jogando pessimamente mal, mesmo não dando nenhuma mostra, nem pequena, de ideia de jogo. Poderíamos porque enfrentávamos o Santa Fe, um time claramente fraco e que mesmo com os nossos seguidos erros não conseguiu marcar um gol. Só que como já havia dito em outro texto, a parte mental também é um problema dessa equipe.

Desde o início do primeiro tempo, Diego Alves fazia ceras. No segundo tempo, precisando de resultado já que ainda sofremos sérios riscos de sermos eliminados na primeira fase e enfrentávamos um rival direto, o time parecia se conformar com o empate a 0. E time que joga buscando o empate não pode acabar encontrando a vitória.

Faltou claramente um pouco mais de espírito de vencedor no Flamengo, mais indignação com o resultado. O Corinthians visitou o Indepiendente em Avellaneda e venceu, o Palmeiras foi na Bombonera e venceu com autoridade o Boca Juniors. Tudo bem a dupla paulista são  muito mais time (e nem falo na questão de elenco) que a gente, mas o Rojo e o Boca também são mais time que o Santa Fe. O Flamengo não deu nenhum chutinho de longe para tentar assustar um goleiro que se mostra inseguro e fraco.

Se tivesse mostrado um pouco mais de organização o Flamengo poderia ter saído com um resultado melhor (nos dois jogos contra os colombianos), se não tivesse feito cera e sentado inexplicavelmente em cima do resultado também. No final, não procuramos pela vitória. Mas buscávamos incessantemente o empate.

E, na minha concepção, time que busca o empate não pode encontrar a vitória. E nem adianta falar da arbitragem....

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