sábado, 21 de abril de 2018

Veni. Vidi. Vinci e sofri um tanto | Flamengo 2x0 América Mineiro - A Despedida de um ídolo


O Flamengo venceu o América Mineiro por 2 a 0 em casa, no Maracanã. Os dois gols foram marcados por Henrique Dourado, Vinícius Júnior fez a sua partida mais regular como titular até agora, Paquetá foi bem, o time ainda está perdido em campo, Arão continua nulo e nunca sai, Barbieri faz substituições nonsenses e o sistema defensivo do Flamengo arranjou um jeito um tanto diferente de homenagear Júlio César falhando bisonhamente para que ele pudesse salvar a equipe e se consagrar.


Muito ocorreu na partida de hoje e muito poderia se falar, mas tudo isso fica se mostra desimportante e fica para segundo plano quando paramos pra pensar em um fato: hoje foi a última partida da carreira de Júlio César.

Diferente de seu xará mais famoso, Júlio não ficou marcado pelas fáceis vitórias no Flamengo. Foi conquistar seus mais importantes títulos, em terras italianas. Sim, é verdade que ele tem 3 estaduais de uma época que isso ainda era importante, que tem título internacional com o time, que ganhou Copa dos Campeões. Sim, eu sei, isso tudo é fato. Mas Júlio não gravou seu nome na história do clube (só) por isso, mas por ter passado perrengues e mais perrengues em uma época difícil do Flamengo. Dentro e fora de campo.

Briga contra o rebaixamento, salários atrasados, ameaças indiretas de torcedores, dirigentes fanfarrões, falta de infraestrutura, times fracos. Por muitos momentos em 8 anos Júlio teve que aguentar tudo isso, fazendo o que podia para ajudar o seu clube de coração, mesmo com as limitações da posição, que o diga aquele louco dia em que resolveu pegar a bola e driblar meio time do Fluminense.

Júlio César moldou sua idolatria em tempos de derrota e sofrimento, saiu até mais tarde que o esperado e voltou em 2018 para fechar seu capítulo como jogador e ídolo no Mais Querido. Jogou menos do que podia(só fez uma partida antes da de hoje) e colocou a braçadeira para mais uma e pela última vez vestir o manto para se despedir da Nação no estádio em que tanto a deu alegrias. Se despedindo do mesmo modo em que foi consagrado aqui: salvando a equipe de marmeladas de seus zagueiros.

No final, abraço no amigo Juan, em uma imagem para quebrar até o mais duro coração. Dois símbolos de uma geração que brilhou mais lá fora do que aqui e vai se despedindo, nas portas da aposentadoria.

Muitas coisas poderiam ser faladas e cornetadas sobre o jogo de hoje, mas o que mais importou nesse 21 de abril de 2018 foi a despedida de um ídolo moldado em tempos difíceis. A despedida de Júlio César, um dos maiores goleiros desse século. O melhor que já tivemos debaixo de nossas traves.

Muito obrigado por tudo Júlio.

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