quinta-feira, 17 de maio de 2018

Sem traumas dessa vez | Flamengo 2x0 Emelec



Finalmente!

Depois de 8 anos, depois de 3 dolorosas eliminações seguidas na fase de grupos, depois de gol do Emelec, escorregão do Samir e Matheus Sávio entrando pra segurar jogo na Argentina. 8 anos se passaram sem que o Flamengo ousasse atravessar as águas da fase de grupos da Libertadores, 8 anos desde o Império do Amor sendo desfeito pelas baladas regadas a muito álcool, sexo e por uma desnecessária tentativa de cavar pênalti de Vinícius Pacheco: o Flamengo finalmente volta à uma oitavas de final da principal competição de clubes do nosso continente.

A bem da verdade, tudo parecia indicar que daria errado: o Flamengo começou pilhado até demais, nervoso, indo afobado ao ataque. Mesmo depois do primeiro gol de Éverton Ribeiro, aos 3' do segundo tempo, não conseguia brecar mais a partida e tentar acalmar os ânimos, Barbieri chegou a ser expulso.

Para melhorar, o Emelec passava a gostar cada vez mais do jogo e assustar enquanto o time rubro-negro perdia um caminhão de chances quase que em sequência. O velho script de Flamengo entregando jogo ganho e dando um passe certo rumo à eliminação ecoou nas mentes rubro-negras, mas se faltou calma e e acerto no último passe, sobrou vontade e entrega de todos os jogadores em campo. E aos 46' do 2T Éverton Ribeiro, para coroar uma bela atuação no Maracanã, bateu falta no ângulo do goleiro. Golaço. Para acabar com o trauma da fase de grupos.

Ribeiro toma o destaque naturalmente pelos dois gols, entrega na marcação e boas jogadas feitas mas há de se colocar os holofotes sob as atuações magníficas de Cuellar e Renê: o primeiro desarmando a tudo e a todos e ainda fazendo uma boa saída de bola, mostrando o porquê de estar presente na pré-lista de convocados de sua seleção para a Copa, e o segundo dando carrinhos dignos de Paolo Maldini - no auge - e ainda, ao contrário do usual em seus jogos, aparecendo bem no ataque. Réver também merece congratulações pelo segundo tempo absurdamente seguro, apesar dos costumeiros chutões desnecessários.

Paquetá abusou do preciosismo e de tentar dribles desnecessários, dando muitos contra-ataques aos equatorianos, Diego teve atuação mediana e quase complicou tudo no lance do primeiro gol de ER. Mas nenhum foi tão mal quanto Henrique Dourado. O camisa 19 errou quase tudo que tentou, não conseguia segurar a bola e foi completamente nulo durante boa parte da partida. Se mostra cada vez mais abaixo do nível para jogar em um time como o Flamengo.

Agora já classificados, os rubro-negros devem usar a parada para a Copa para buscar reforços para a zaga, laterais e centroavância, e corrigir erros costumeiros da equipe como saída de bola falha e a perca em profusão de chances evidentes. A festa tem que ser grande pela classificação, mas não pode cegar a equipe e sua diretoria sobre suas deficiências. Até porque, convenhamos, já podíamos estar classificados desde o terceiro jogo não fossem nossas bobeiras...

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